Cozinha de aluguel é salvação para os desempregados em Nova York

No mundo culinário de Nova York, com seu interminável apetite e suas cozinhas minúsculas, este é um prédio impressionante. Dentro dele, existe uma operação ininterrupta construída sobre a necessidade, a ambição e a nostalgia.
Marisa Angebranndt, que perdeu o emprego num fundo de ações quando Wall Street entrou em colapso, hoje faz bolinhos aqui.
Shefalee Patel, que participou de um dos mais ambiciosos projetos de construção no Oriente Médio antes de ser demitida, usa o espaço para preparar doces indianos.

Carol Lang, do Cibelli Chocolates, prepara diversos tipos de chocolate em uma cozinha alugada em Nova York; o espaço, que pode ser alugado por até 8 horas, foi aberto por um grupo sem fins lucrativosCarol Lang, do Cibelli Chocolates, prepara diversos tipos de chocolate em uma cozinha alugada em Nova York; o espaço, que pode ser alugado por até 8 horas, foi aberto por um grupo sem fins lucrativos (Foto: Eric Michael Johnson / The New York Times)



Miguel Urrego, filho de imigrantes colombianos que trabalhou como bartender, garçom e cozinheiro por toda Manhattan, serve festas com um cardápio produzido ali _ e que é tão diversificado quanto os paladares nova-iorquinos: guioza e mini-falafel; focaccia e macarrão chinês; pequenos burritos e croquetes.
Num quarteirão do Queens, compartilhado por lava-rápidos, fabricantes de tubulações e estacionamentos, os três, além de outros cozinheiros, pagam por turno para usar uma cozinha comercial equipada com misturadoras de 80 litros, caldeirões fritadores e fornos enormes, preparando comidas que são vendidas na internet, em mercados locais e lanchonetes.
O espaço de 511 metros quadrados da cozinha é tanto um refúgio para sonhadores quanto um preservador de vidas para os desempregados.
"Há muitas pessoas aqui que trocaram de carreira, muitos gastrônomos casuais que canalizaram suas energias à cozinha como uma forma de fazer dinheiro", disse Meg LaBarbara, ex-consultora de viagens que faz molhos e se espalha pela cozinha, chamada de Espaço do Empreendedor.
Quando trabalhava no fundo de ações, Angebranndt, de 35 anos, organizava reuniões para executivos de alto nível. Depois que o fundo fechou em 2008, ela investiu sua rescisão e economias nos bolinhos, adaptando a receita de biscoitos de sua avó e recheios próprios _ sem marshmallow, mas com vários sabores de creme.
"Comecei fazendo bolos para meus amigos, depois pedi que eles divulgassem o serviço. Quando percebi, estava cozinhando em casa até duas da madrugada", disse Angebranndt. "E percebi que tinha menos dinheiro, mas também menos stress e mais diversão".
Patel, de 32 anos, trabalhava como engenheira civil na Bermello Ajamil & Partners, localizada em Miami, e participou do desenvolvimento das ilhas artificiais na costa de Dubai, nos Emirados Árabes, até ser demitida no ano passado.
A ideia de fabricar doces para vender lhe ocorreu pela primeira vez ainda em Dubai, onde ela percebeu que os chocolates eram empacotados e consumidos como artigos de luxo. Quando perdeu o emprego, ela colocou a ideia em ação, cozinhando na cozinha de sua mãe em Passaic, New Jersey, antes de mudar para a cozinha comercial no Queens.
Ainda é cedo para saber se os bolinhos recheados ou os doces indianos serão lucrativos, mas Angebranndt e Patel não estão preocupadas com isso.
Como disse Patel, "Desde que comecei a cozinhar aqui, parei de procurar emprego".
A cozinha, rara em sua abordagem, resolve muitos problemas. Ela oferece um espaço que as pessoas não têm em casa, é totalmente equipada e em conformidade com o código de vigilância sanitária da cidade. O local também estimula uma rede informal, onde os cozinheiros combinam pedidos de compra para coisas como manteiga e azeite para economizar, ou usam uns aos outros como provadores.
Porém, como muitos de seus usuários, a cozinha sofreu com a queda da economia. Ela costumava funcionar como um local de treinamento para trabalhadores sindicalizados, disponível para aluguel por cozinheiros comerciais à noite e nos fins de semana. Quando as doações e financiamentos secaram, contudo, o Consórcio para Educação do Trabalhador _ o grupo sindical sem fins lucrativos que financiava a iniciativa _ não pôde mais arcar com o preço do espaço.
A cozinha deveria ter fechado no final de agosto, mas sua gerente, Kathrine Gregory, pensou num plano de sobrevivência e convocou os cozinheiros para ajudá-la.
Um fez patê vegetariano. Outro assou pães. LaBarbara fez uma pasta de tomate seco, e Argebranndt, é claro, fez bolinhos recheados. A comida foi apresentada a um pequeno grupo de autoridades da cidade e grupos sem fins lucrativos, que haviam ido à cozinha para ouvir a proposta de Gregory. Eles foram embora após combinar um pacote de apoio de mais de US$ 250 mil e um contrato de aluguel de US$ 1 por ano pelo equipamento.
"O caminho ao coração de um doador", observou Gregory, "é pelo estômago".

Seth Bornstein, diretor executivo da Queens Economic Development Corp., que investiu US$ 100 mil na iniciativa, descreveu a cozinha como "um laboratório em assumir riscos".
O fechamento da cozinha teria desalojado 100 pequenas empresas, como a WannaHavaCookie, de Argebranndt, a Creative Concepts, de Urrego, a Dinner’s Almost Finished, de LaBarbara, e a Sweet Silk, de Patel.
Num recente dia de semana, Tom Petty cantava num aparelho de som _ "Você não tem que viver como um refugiado" _ enquanto Ilale Gooden espremia bolas de bolo de chocolate e licor Grand Marnier, transformando-os em trufas para sua empresa de bolos, a Nana Pearl’s Wooden Spoon.

Perto dali, Urrego, de 35 anos, gritava ordens em espanhol num celular preso entre sua orelha e ombro, enquanto passava do forno ao fatiador à mesa, organizando pedaços de frango apimentado com molho chimichurri sobre um prato de festa. Bandejas de queijo gruyère e reggiano, uvas e morangos vermelhos, mini-burritos e quesadillas descansam sobre um carrinho ao lado, destinados à festa de um escritório no centro.
"Desculpe se não tenho muito tempo para conversar hoje, mas esta é uma época bastante movimentada para nós", disse Urrego, que iniciou sua empresa de alimentação no ano passado, num espaço que alugava numa padaria em Ozone Park, no Queens.
Aqui na cozinha de Long Island, o espaço é alugado por turnos; o mais caro é entre 8h e 16h0, que custa US$ 231, e o mais barato é da 1h às 7h da manhã, por US$ 154. Urrego é o cliente mais regular, usando oito turnos ou mais a cada semana, muitas vezes durante a noite.
Alguns dos cozinheiros trabalham sozinhos, mas Patel arrastou sua mãe à cozinha, e sua irmã faz as embalagens de suas invenções. Seu irmão criou o site da empresa. "Este é um verdadeiro negócio familiar", disse ela.
Patel cria variações de um doce indiano chamado "burfi", um tipo de bombom condimentado com nozes, frutas ou temperos que ela viu sua mãe preparar "mil vezes". Ela prefere cardamomo do que curry ou chili, combina coco e ganache de chocolate escuro, e mistura noz-moscada e creme de maçãs, ou noz-pecã e caramelo de maple, para um toque bem americano.
Seu primeiro pedido, logo depois de perder o emprego, foi de cem caixas para o casamento de sua melhor amiga, cada uma contendo dois doces de tâmara e coco. Para Diwali, o festival de luzes indiano, celebrado em novembro, ela vendeu 500 caixas de presente. "Além disso", disse ela algumas semanas atrás, "já tenho muitos pedidos para o Natal".

CHÉRI À PARIS / CRÔNICAS FRANCESAS

Procura-se pão francês

— É o pão do dia-a-dia no Brasil.
— E vocês o chamam de pão francês? Olha, acho que ele não existe na França.
— Quer dizer que temos sido enganados esse tempo todo?
— Lamento te revelar isso assim, de sopetão.

Daniel Cariello

— Três pães, s’il vous plaît.

— Qual?

— Pão francês. Queria três, bem assados.

— Pão francês?

— Não tem?

— Aqui na França, tecnicamente falando, todos os pães são franceses.

— É aquele pãozinho pequeno assim, ó.

— O croissant?

— Não, não. É um que parece um zepelin, sabe?

— Baguete?

— Não, a baguete parece mais um submarino, e é grande. Esse é como uma baguete que encolheu.

— Voilà! É a mini-baguete.

— Menor ainda.

— É a mini-baguete cortada ao meio?

— Mas aí continua sendo uma mini-baguete, só que cortada ao meio.

— Tem razão.

— Imagina que a baguete é o pai.

— Tô imaginando.

— O pão francês é o filho gordinho.

— Nunca ouvi falar.

— É o pão do dia-a-dia no Brasil.

— E vocês o chamam de pão francês?

— Sim.

— Olha, acho que ele não existe na França.

— Quer dizer que temos sido enganados esse tempo todo?

— Lamento te revelar isso assim, de sopetão.

— Estou chocado.

— Ainda temos a baguete. Quer?

— Vai, me dá uma.

— Qual? Normal, tradicional, integral, com cereais?

— Mas é difícil comprar pão por aqui, hein?

— O que você queria? Estamos na França. Temos dezenas de pães diferentes.

— Só não tem o pão francês.

— Esse não.

— Me dá uma baguete com cereais, então.

— Aqui está.

— Pode embrulhar?

— Hã?

— Colocar num saco.

— Aqui não...

— Já sei, não tem saco pro pão também.

— Isso.

— Vai me dizer que tenho que levá-lo debaixo do braço?

— Exatamente.

— Olha, mudei de idéia. Dá pra sair um misto-quente?

O AMOR ESTÁ NA MESA

 

"O Amor Está na Mesa" é um prato cheio para os amantes da arte de comer e beber

O Amor Está na Mesa (American Cuisine), dirigido pelo cineasta francês Jean-Yves Pitoun, que também assina o roteiro, é uma deliciosa comédia romântica. O longa faz uma imersão na culinária francesa, que vem temperada com as confusões, as paixões e os sonhos de um jovem cozinheiro americano. Segundo o chef Emmanuel Bassoleil, do Roanne, o filme é imperdível para gourmets, aspirantes a chefs e donos de restaurantes.

Expulso da Marinha por agredir um superior, Loren (Jason Lee) vende sua motocicleta e segue rumo à França, para tentar uma vaga no famoso restaurante quatro estrelas de Louis Boyer (Eddy Mitchell). Perfeccionista e rabugento, o grande chef demite Loren antes mesmo de começar, pois acredita que uma das regras de sucesso da casa é manter uma divisão igualitária de sexos na cozinha. E a vaga era para uma mulher.

No mesmo dia, Loren encontra o ex-futuro patrão num jogo de basquete. Então o que parecia apenas um sonho pode tornar-se realidade. Jovem e sensível, Loren conquista o grande mestre, dividindo com ele as paixões em comum: cozinha, moto e basquete. É no agitado universo das cozinhas, entre cortes nas mãos e pratos jogados no lixo, que o cozinheiro ganha a aceitação de seus colegas e da bela Gabrielle (Irene Jacob), filha de Boyer, por quem se apaixona. Mais do que provar seu talento, Loren tem de ajudar o chef a driblar os críticos gastronômicos, para a casa não perder as estrelas e Boyer pagar as dívidas.


(Cuisine Américaine, 1998)

Gênero: Comédia
Duração: 92 min
Origem: França
Estúdio: Les Films Balenciaga
Direção:
Jean-Yves Pitoun
Roteiro:
Jean-Yves Pitoun
Produção:
Régine Konckier, Jean-Luc Ormières

 

HAVERÁ SEMPRE ESPERANÇA DE PAZ NA TERRA ENQUANTO HOUVER UM SEMEADOR SEMEANDO TRIGO E UM PADEIROAMASSANDO E COZENDO O PÃO

 

 Cora Coralina

Um novo peixe...

 

Essa semana eu estava passando pelos arredores do Mercado Municipal aqui de São Paulo, e não resisti. Acabei entrando para dar uma sapeada. Já era muito tarde, mais ou menos 17:30 e quase todas as barradas já estavam fechadas, salvo uma ou outra lojinha e uma peixaria. Resolvi dar uma olhada na cara dos peixes, acabei trazendo para casa uns camarões bem graudos e bonitos e filé de pescada branco. Esse último estava com uma cara ótima, e tinha em mente fazer uma moqueca ou qualquer coisa do tipo, usando leite de coco e uns tomates maduros que eu tinha ( ou melhor eu pensava ter) aqui em casa.

Voltei para casa correndo para não deixar minhas compras muito tempo fora da geladeira, mas quando eu cheguei em casa descobri que não tinha nada do que era necessário para fazer uma moqueca descente, então resolvi soltar os dotes culinários e criar algo novo. Olha revirei os armários e acabei fazer algo meio estranho, que no início eu não esperava que fosse dar certo, mas não é que ficou bem gostoso??? O melhor é deixar o medo de lado e comerçar a me arriscar mais dentro da cozinha, se não der certo, paciência... mas não foi o caso.

Aqui vai a receita do meu mais novo peixinho:

A receita serve duas porções, duas pessoas saboreiam o prato perfeitamente.

.filés de pescada frescos

.suco de um limão galego

. 4 dentes de alho

. uma cebola grande

.meio pimentão verde

. meio pimentão vermelho

.sal

.pimenta do reino branca e preta moída na hora

.curry

. 100ml de creme de leite (de preferência ao fresco)

.azeite

. uma dose de vodka

 Tempere os filés de peixe com sal, limão e dois dentes de alho;

 Em uma frigideira, aqueça o azeite e doure os filés de peixe. (Uns dois minutos de cada lado, para o peixe não cozinhar demais e desmanchar);

 Reserve o peixe. Na mesma frigideira, acrescente mais um pouco de azeite e doure a cebola  fatiada bem fina e dois dentes de alho. Quando estes já estiverem dourados acrescente os pimentões;

 Acrescente a vodka e deixe evaporar um pouco, logo em seguira acrescente o creme de leite e o curry (até ficar com uma corzinha alaranjada, mas não abuse, pois o gosto do curry é muito forte);

 Por fim retorne os filés, tampe a frigideira e deixe o peixe cozinha dentro da frigideira com o molho por mais 3 minutos.

 Voila!!

 Bon apetit!

 

PROJETO MANDIOCA

 

 

APRESENTAÇÃO

A cultura da mandioca remonta aos primórdios da História do Brasil. Os índios já se alimentavam e reconheciam seu valor muito antes do europeu aqui chegar.

Séculos se passaram e a mandioca continua no cardápio do brasileiro, porém de um grupo realmente pequeno, pois, a despeito de sua riqueza, é alvo de preconceito e símbolo de baixo poder aquisitivo. A maior parte da população desconhece a diversidade de espécies e sub-produtos, a infinidade de opções de utilização e, sobretudo, sua importância nutricional e histórico-cultural.

Este fato despertou a atenção da Chef Teresa Corção que, em sua trajetória profissional, foi convidada a participar de um Festival Gastronômico em Pernambuco, onde o grande desafio era criar novos pratos à base de derivados da mandioca. Ao pesquisar sobre a planta, descobriu que a sua importância ultrapassava o universo culinário, abrangendo aspectos econômicos e sociais.

O cultivo da mandioca predomina nas roças de milhares de famílias brasileiras que praticam a agricultura de subsistência em todo o território nacional, desde o Pará até o Rio Grande do Sul. Além utilizá-la na alimentação, famílias se reúnem para a produção da farinha, como que num ritual, os mais velhos ensinando para os mais novos, que por sua vez se orgulham de aprender o ofício. O excedente desta produção é vendido nas proximidades, por um preço, em sua maioria, bastante defasado do praticado no mercado e o dinheiro pago é revertido em ítens de primeira necessidade. Nesta atividade, percebe-se a importância que é dada ao convívio familiar e o respeito à sabedoria dos mais velhos, valores cada vez menos presentes na correria da rotina dos grandes centros.

Numa iniciativa batizada de Projeto Mandioca, Teresa Corção, em atuação conjunta com a Associação Thalamus, vem desenvolvendo ações junto a pequenos produtores, escolas e profissionais do universo da gastronomia, no intuito de valorizar a mandioca como fonte de emprego e renda, como importante elemento de combate à fome e como símbolo da identidade brasileira.

O ponto de partida do Projeto Mandioca foram as Oficinas de Tapioca, que vêm sendo realizadas desde outubro de 2001 em escolas da rede pública, junto a crianças de 3ª e 4ª séries do Ensino Fundamental. A oficina consiste em encontros de aproximadamente 2 horas, envolvendo conversa, encenação de peça sobre a lenda da mandioca e oficina culinária com preparo de tapiocas. Esta ação visa difundir o amor à culinária regional, incrementar a identidade cultural brasileira, valorizar nossas raízes e ao mesmo tempo estimular a auto-suficiência, a destreza, a criatividade e a auto-estima da criança. Os resultados obtidos tem sido surpreendentes.

 

ESTRUTURA

Informativa
- todo material resultante das pesquisas, além do material de registro das ações do Projeto Mandioca, seja na forma bibliográfica, iconográfica, fonográfica ou cinematográfica, formará um acervo de documentação e funcionará como um banco de dados para consultas futuras e outros fins informativos

Divulgadora - através das palestras, seminários, aulas de culinária e outras atividades que integram seu universo gastronômico, Teresa Corção disseminará as ações do Projeto Mandioca, no intuito de informar e conscientizar, não só profissionais, mas também o público leigo.

Educativa - as oficinas de tapioca, por hora ministradas pela Chef e sua equipe, terão novos agentes capacitados, no intuito de atingirem um maior público, num menor intervalo de tempo.

Cultural - além de um filme de curta-metragem, já produzido nas incursões da Chef em casas de farinha do norte do Brasil, o Projeto reunirá todo material iconográfico em uma exposição e selecionará parte do material bibliográfico para a produção de um livro. Este material também integrará o banco de dados do Projeto.

Capacitação - através de "Oficinas de Conhecimento", onde os "professores de farinha" ensinarão a confecção de paneiros para embalar a farinha artesanal e detalhes da confecção de excelência dos produtos da agricultura familiar tais como a farinha dágua, mista, de tapioca, tucupi e goma.


JUSTIFICATIVA

O Projeto Mandioca é uma oportunidade para que os pequenos produtores do setor mandioqueiro de todo o Brasil tenham seus produtos inseridos no grande mercado consumidor, de forma justa e compensadora, mas ao mesmo tempo mantenham suas características artesanais e particularidades regionais. É um incentivo para a fixação do homem no meio rural, evitando a migração para os centros urbanos, que já estão extremamente saturados, evitando também o abandono de suas raízes.

Através das ações divulgadoras do Projeto, um público maior passará a conhecer a importância da mandioca e o consumidor final poderá ter acesso a produtos de grande valor histórico e nutricional, hoje somente utilizados na alimentação de uma pequena parcela da população brasileira e, naturalmente, dos pequenos produtores que vivem da agricultura familiar de subsistência.

Do ponto de vista educativo, o Projeto representará um instrumento de resgate de identidade cultural e auto-estima nacional, confrontando a globalização e a massificação, percebidas na maneira de vestir, andar e falar, no lazer e na cultura, até mesmo na alimentação (fast-food).


MISSÃO

Tornar o setor mandioqueiro produtivo e valorizado, favorecendo diretamente os pequenos produtores.


OBJETIVOS

Objetivos gerais


Conscientizar a sociedade brasileira e internacional sobre a importância deste produto agrícola e criar um fluxo de produção-distribuição-consumo para os sub-produtos da mandioca, com excelência gastronômica e dentro dos indicadores de responsabilidade social.

Objetivos específicos

• Formação do tripé pesquisador-produtor-cozinheiro para a descoberta dos produtos/produtores e modos de produção.

• Identificação de líderes para estabelecer o caminho posse-patrimônio imaterial

• Estabelecer contato com as organizações regionais, cooperativas ou associações, para viabilizar o escoamento destes produtos no metcado consumidor.

• Realizar ações paralelas para divulgação e apoio ao projeto, como aulas de culinária, festivais gastronômicos, palestras, seminários, exposições, oficinas, além da produção de filmes/documentários e livros.

• Criação de material para a realização das Oficinas de Tapioca em escolas.


ESTRATÉGIA DE AÇÃO

Tendo em vista a dimensão continental do território brasileiro, além da extensão do público a ser atingido, o Projeto Mandioca estará voltado, neste primeiro momento, para o Estado do Rio de Janeiro - pequenos produtores e estudantes da rede pública, nas ações de produção, capacitação e educativas, e a população em geral, nas ações divulgadoras, informativas e culturais.

 EU:

Olá, vou dar início aqui a esse blog e vou começar me apresentando e dizer o que estou fazendo aqui.

 Bom, meu nome é Ludmilla e tenho 25 anos, estudante e estudiosa de gastronomia. Estou matriculada no Senac Santo Amaro em SP, onde estou fazendo o curso em Téc em Gastronomia. Já estudei gastronomia na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro por um ano e estagiei com a chef Teresa Corção do restaurante carioca O Navegador, estive também durante cinco meses estagiando na cozinha do restaurante do hotel THalazur em Antibes, sul da França.

 Estar na cozinha pra mim é mais que uma profissão, é uma paixão, uma devoção.

O blog:

 

Criei esse espaço para pode escrever um pouco sobre a minha paixão, a cozinha. Vou falar aqui desde a cozinha clássica até a contemporânea, da brasileira e regional até a contemporânea, da brasileira e regional até a internacional, quero falar sobre livros, revistas, programas, produtos, bares e restaurantes, chefs, tendências, eventos... e sim é claro de receitas. Mas quero falar também sobre o dia-a-dia maluco que vivemos dentro da cozinha, onde ocorrem coisas que ninguém pode imaginar.

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, French, Gastronomia, Arte e cultura
MSN - hippiezen@hotmail.com
Visitante número: